Greve de Professores em Espigão????

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Atualização de Piso Salarial poderá ser o motivo do não regresso dos professores á salas de aula em Espigão do Oeste.

Não é de hoje que uma discussão vem sendo travada entre o poder Executivo do município e professores da rede municipal de ensino em Espigão do Oeste, o tema em questão refere-se à atualização do reajuste do piso salarial. No inicio de 2018 a mesma questão foi levantada por parte dos profissionais da educação, na manhã do dia 2 de Fevereiro, os professores municipais se reuniram no auditório da Câmara Municipal para cobrar o referido reajuste, naquela ocasião o professor Edmilson Bandeira foi é um dos coordenadores do movimento.

Passado esse primeiro impasse e com o retorno dos professores á suas respectivas funções, naquele ano de 2018 até o mês de Outubro o poder executivo não havia ainda dado uma resposta satisfatória aos professores, fato este que levou o Ministério Público de Contas notifica Espigão do Oeste por não cumprir o piso salarial dos professores conforme determina a Lei Federal nº 11.738/2008. Na notificação recomendatória, o órgão ministerial destaca que o piso nacional dos profissionais do magistério da educação básica deve ser atualizado anualmente.

Vamos aos fatos atualizados. 2018 já é lembrado como “ano passado” e o corrente ano já é conhecido como 2019 e pelo que tudo indica, o ano é novo, porém, o assunto permanece o mesmo “atualização do reajuste do piso salarial dos professores”. Há bocas miúdas, os comentários são de que o ano letivo 2019 na rede municipal, mais uma vez corre o risco de ser comprometido ao menos no que se refere ao seu inicio, devido á uma possível paralisação dos professores que novamente reivindicam seus direitos, alegando entre os pontos apresentados pela classe, a falta de interesse por parte da administração municipal de resolver de vez o assunto.

Em conversa com o secretário de educação do município Espigão Oeste Vilson Macedo, o mesmo deixou claro que vem mantendo conversa com o prefeito Nilton Caetano a respeito do reajuste do piso salarial, porém, o município no momento não se encontra em condições financeiras favoráveis para oferecer a classe dos professores o referido reajuste, o secretario usou como exemplo outros municípios do estado que vem passando pelo mesmo problema.

Segundo Vilson Macedo, foi apresentada por parte dos professores uma proposta ao secretário que pediu um prazo para que o poder executivo analise a viabilidade econômica do município para o cumprimento da mesma, o prazo para que o poder executivo dê seu parecer encerra-se hoje as 17:00. A pergunta que esta sendo feita pelos pais de alunos que dependem da rede municipal de educação é a seguinte: “Nossos filhos terão novamente que pagar pela falta de entendimento entre poder executivo e SINSMEO”?

De um lado, a administração municipal se queixa da falta de recursos para cumprir a risca o que determina a Lei Federal nº 11.738/2008. Do outro lado, os professores que se queixam da falta de interesse por parte do executivo em resolver a questão que já se arrasta por dois anos, e no meio dessa discussão como se fosse uma vírgula que separa uma frase, estão os alunos da rede municipal de ensino que mais uma vez estão aflitos e ociosos a espera de uma solução para esse impasse.

Fonte: Celso Ricardo

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