Confira 6 curiosidades sobre a história da rádio

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A partir da transmissão de ideias é possível construir relações entre os fatos e produzir um legado para as gerações vindouras, de modo que a comunicação tenha papel primordial na diversidade e propagação da cultura. Nesse sentido, conhecer a história da rádio ajuda-nos a entender como ela influenciou — e continua influenciando — o nosso dia a dia.

Graças à radiocomunicação, nós nos desenvolvemos profundamente no âmbito cultural. Levando isso em conta, listamos seis curiosidades empolgantes sobre a sua trajetória e fatos que marcaram plenamente o seu desenvolvimento. Confira!

1. Quem inventou? Onde e quando?
Na realidade, não existe um consenso sobre quem foi o grande inventor da radiodifusão. São dois nomes apontados como os principais responsáveis: o italiano Guglielmo Marconi e o brasileiro Roberto Landell de Moura. Aliás, é válido dizer que a rádio, como conhecemos hoje, só é possível graças às contribuições de ambos.

Segundo César Augusto dos Santos, Marconi patenteou “somente a transmissão–recepção eletrônica por centelhamento dos sinais telegráficos em código Morse”, em 12 de setembro de 1896, na Inglaterra. Já Roberto, ainda de acordo com Santos, patenteou um sistema fotônico–eletrônico no Brasil, em 9 de março de 1901.

Ou seja, foram dois experimentos distintos, embora tivessem semelhanças evidentes. Fato é que foram decisivos, cada um à sua maneira.

2. Como a radiocomunicação mudou a história de Paris?
A história começa no surgimento de um dos ícones de Paris: a Torre Eiffel. Construída em 1889, pelo engenheiro Gustave Eiffel, a estrutura de ferro que passou a compor o cenário gerava um contraste com os monumentos históricos da cidade. A licença do engenheiro para operar o monumento duraria apenas duas décadas, e posteriormente a cidade poderia destruí-la.

Artistas e escritores locais manifestaram sua indignação pela torre por meio de uma petição publicada em um jornal local. No entanto, Eiffel deu início a uma estratégia que evitaria a demolição da torre: ela poderia ser útil para testes e comprovações científicas, em diversos nichos de pesquisa.

Para isso, foram aplicados estudos referentes à medição da pressão de gases líquidos e medição de temperaturas. A torre tornou-se também um laboratório de vento auxiliando na busca de respostas do campo aerodinâmico. No entanto, apesar dos estudos obtidos com o auxílio da torre, foi outro ramo de pesquisa que garantiu a permanência da obra de Eiffel: a radiocomunicação.

Em 1898 começaram os estudos de rádio, e do terceiro andar da torre foi realizada a primeira transmissão de mensagem sem fio utilizando um telégrafo. No ano de 1903, Eiffel convidou os militares franceses a conduzirem as pesquisas da radiocomunicação na torre, e arcou com as despesas do exército.

Já em 1908, os pesquisadores conseguiam transmitir informações a navios e instalações militares em longa distância. Em seguida, convencidos do poder da rádio, o exército consolidou sua própria estação na torre. É evidente que a estratégia do engenheiro para manter a torre intacta funcionou, e hoje ela simboliza a cidade.

3. Como foi a história da rádio no Brasil?
Inicialmente, não era permitido anunciar. A veiculação de propagandas só foi permitida com um decreto-lei assinado por Getúlio Vargas, em 1º de março de 1932. A programação era voltada à cultura, à arte em geral e à educação. Os receptores eram caríssimos para e época, o que dificultava na popularização do aparato.

A primeira transmissão brasileira havia ocorrido em 7 de setembro de 1922, com o pronunciamento do, então presidente, Epitácio Pessoa. A Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro, é considerada como a primeira emissora do país.

Na década de 1940 veio a popularidade acompanhada da criação do IBOPE. A audiência era crescente e os programas eram feitos para as massas. O programa que melhor sintetiza essa ascensão é o “Repórter Esso”, que estreou em 1941. Apresentado pelo locutor Heron Rodrigues, ele se destacava por ter sido o primeiro noticiário que não se resumia a ler as notícias do jornal impresso.

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Outro destaque do jornal eram seus charmosos slogans, como “O primeiro a dar as últimas” e “Testemunha ocular da história”, que ficaram marcados na memória do país.

4. Como surgiu a Voz do Brasil?
Durante a regência de Getúlio Vargas, em 1935 foi criado o Programa Nacional, em que Getúlio e seus aliados políticos faziam pronunciamentos sobre o governo. Em 1934 a programação passou a ser conhecida como Hora do Brasil, e desde 1938 é transmitida para todo país. No entanto, o nome Voz do Brasil, como conhecemos hoje, só foi ao ar a partir de 1971.

Além dos pronunciamentos, a programação apresentava aos ouvintes artistas populares brasileiros. É o caso de Carlos Gomes, compositor da canção “O Guarani”, abertura da programação da Voz do Brasil que perdura até a atualidade. O programa, que aborda assuntos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, também entrou no Guinness Book — o livro dos recordes —, como o programa de rádio mais antigo do país.

5. A publicidade na rádio ainda repercute?
Com a crescente expansão das outras mídias, criou-se a impressão de que o marketing radiofônico havia perdido suas forças. Contudo, ainda é possível veicular muitos anúncios por esse meio de comunicação. Prova disso é que no ano de 2017 houve um crescimento de 24% em investimento publicitário nesse veículo aqui no Brasil.

Além disso, com associação frequente entre as rádios e os celulares, bem como a crescente expansão das transmissões digitais, as programações dessa mídia continuam sendo bastante populares. Ao contrário do que foi esperado, a rádio não perdeu espaço com o surgimento da TV ou da Internet, e sim houve a construção de novas oportunidades na era das mídias convergentes.

6. Como é a interação do público com a rádio?
Desde o início da história da rádio, o ouvinte está presente constantemente na programação das emissoras. Desde as primeiras emissoras urbanas, a interatividade com a comunidade é importante para o veículo, e começou pela criação dos programas de auditório, que apresentavam atrações musicais, humorísticos e radionovelas.

A evolução dos veículos de comunicação foi um facilitador e, posteriormente, o telefone passou a ser o meio mais utilizado para esse fim.

Sabemos que desde antes do surgimento da Internet, o ouvinte tem uma presença marcante na programação da rádio. Não se aplica, então, o esquema convencional de comunicação (emissor–meio–receptor). Com isso, a comunicação deixa de ser vertical e conta com a participação do público na construção dos conteúdos gerados.

A rádio cresceu e sobreviveu, principalmente, pela vontade de participar dos ouvintes (tanto em programas de auditório, por ligação telefônica, e hoje pela Internet).

A ascensão das novas mídias, ao contrário do que muitos pensaram, foi vista como uma oportunidade para complementar esse veículo, uma vez que novas plataformas de interatividade foram criadas e otimizadas.

Os próprios smartphones são novos suportes para esse veículo de comunicação, e atualmente o ouvinte também consegue acompanhar sua programação preferida por meio da Internet, sem a necessidade de um aparelho com uma antena específica de captação dos sinais das emissoras.

As redes sociais tornaram-se um incremento relevante para veículo, uma vez que elas promovem diálogos diretos entre a emissora e o público. Por meio delas, os ouvintes participam de promoções, fazem pedidos e até dão feedbacks acerca do conteúdo compartilhado. Isso constrói um público mais fiel e engajado e, consequentemente, gera mais retorno para as marcas investidoras.

A história da rádio é riquíssima e seu peso é notável em diferentes âmbitos: político, artístico, jornalístico, esportivo etc. De qualquer maneira, sua validade resiste, fazendo com que ainda seja um dos veículos de comunicação mais relevantes.

A história e evolução da rádio apresenta diversas curiosidades e fatos interessantes. Conhece mais algum? Comente no post e compartilhe com a gente!

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